sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Avaliação em Campo de Buchas de Transformadores - Parte 3

MEDIDA DE CAPACITÂNCIA, FATOR DE POTÊNCIA E FATOR DE DISSIPAÇÃO COM VARIAÇÃO DE FREQÜÊNCIA

Medida da Capacitância (C) e Fator de Dissipação (FD) está estabelecida como um importante método de diagnóstico de isolamento, primeiramente publicado por Schering em 1919 e utilizado para esse propósito em 1924.
Neste trabalho utilizou um sistema de teste, chamado CPC100+CPTD1, da Omicron eletronics, que utiliza um método similar àquele da ponte Schering.
A principal diferença deste sistema com os equipamentos similares no mercado é que não necessita de ajustes para medição da Capacitância e do Fator de Dissipação.
A capacitância de referência da ponte Cn é proveniente de um capacitor de referência isolado a gás com perdas abaixo de 10E-5. Para uso em laboratório, tais capacitores são regularmente utilizados para obter medições precisas, já que as condições climáticas são bem constantes. Não é o caso para medições em campo onde as temperaturas podem variar significativamente, causando dilatação e contração do eletrodo no capacitor de referência.

O sistema de teste leva todos esses fatores em consideração e os compensa eletronicamente. Assim é possível realizar facilmente no campo testes para Fator de Dissipação igual a 5 x 10E-5.

AVALIAÇÃO DO ISOLAMENTO COM VARIAÇÃO DE FREQÜÊNCIA

Até os dias de hoje, o fator de dissipação ou o fator de potência só foram medidos na freqüência da linha. Com a fonte de potência do equipamento utilizado neste trabalho é possível agora fazer essas medições de isolamento em uma larga faixa de freqüência. Além da possibilidade de aplicar uma larga faixa de freqüência, as medições podem ser feitas em freqüências diferentes da freqüência da linha e seus harmônicos. Com este princípio, as medições podem ser realizadas também na presença de alta interferência eletromagnética em subestações de alta tensão.
A faixa utilizada varia de 15 a 400 Hz. Os testes podem ser realizados sem problemas, pois, nesta faixa de freqüências, as capacitâncias e indutâncias do sistema elétrico testado são praticamente constantes.
Para avaliarmos o isolamento, devemos considerar que o dielétrico perde sua capacidade de isolar devido a:
• Movimento de íons e elétrons (corrente de fuga)
• Perdas por causa do efeito da polarização

Perdas por Corrente de Fuga Superficial
A perda por movimento de elétrons, ou seja, por corrente de fuga no isolamento é dependente da freqüência da tensão aplicada no isolamento. Este fenômeno ocorre devido ao efeito pelicular, como exposto anteriormente, é o fenômeno responsável pelo aumento da resistência aparente de um condutor elétrico em função do aumento da freqüência da corrente elétrica que o percorre.
Quando se aplica uma tensão contínua nas extremidades de um condutor elétrico, a corrente elétrica se distribui de forma uniforme ao longo de toda a seção reta deste condutor. No caso da aplicação de tensão alternada, o efeito da passagem da corrente alternada é diferente.
À medida que a freqüência da corrente que percorre o condutor aumenta o campo magnético junto ao centro do condutor também aumenta conduzindo ao aumento da reatância local.
Este aumento de reatância leva a corrente tender a, preferencialmente, deslocar-se pela periferia do condutor. Isto implica uma diminuição da área efetiva do condutor e logo um aumento da sua resistência aparente. Podemos assim concluir que a resistência medida em corrente alternada de um determinado condutor aumenta à medida que aumenta o valor da freqüência da corrente que percorre esse condutor.
O aumento da freqüência implica no aumento da corrente na superfície do elemento dielétrico, e conseqüentemente, a possibilidade do estabelecimento de correntes de fuga neste isolamento.

Continua....

Curso Análise de Resposta de Freqüência em Transformadores de Potência

Análise de Resposta de Varredura de Freqüência (SFRA)


Data: 29 de outubro 2010, das 08h00 às 17h00
Local: Adimarco - Rio de Janeiro


Faça já sua inscrição, pois as vagas são limitadas !

Conteúdo

•Introdução e Definições
◦Análise de Resposta em Freqüência
◦Método de Varredura de Freqüência
◦Método de Impulso de Tensão
◦Amplitude da Análise de Resposta em Freqüência
◦Fase da Análise de Resposta em Freqüência
◦Impedância Terminal (Função Impedância)
◦Freqüência de Ressonância
◦Domínio do Tempo e Domínio da Freqüência
◦Quadripolos
◦Medida da Função de Transferência
•Análise de Resposta em Freqüência em Circuitos RLC
◦Circuito com uma Indutância
◦Circuito RL Série
◦Circuito RL Paralelo
◦Circuito com uma Capacitância
◦Circuito RC Série
◦Circuito RC Paralelo
◦Circuito LC Série
◦Circuito LC Paralelo
◦Circuito RLC Paralelo
◦Circuito RLC Série
•Equipamento de Teste para Análise de Resposta em Freqüência
•Defeitos em Transformadores
•Estruturas de Conexão para os Testes
◦Ensaio de Função de Transferência
◦Ensaio de Impedância Terminal
•Conectando o Equipamento de Teste em Transformadores de Potência
•Algoritmos para Análise dos Resultados de SFRA
◦Métodos matemáticos para Análise
◦Desvio entre Funções de Transferência
◦Fator de Correlação Cruzada
◦Padrão Chinês de Análise do FRA – Norma DL/T911-2004
◦Considerações sobre os Métodos de Análise
•Software de Teste
•Fatores que Afetam a Repetibilidade
◦Condição do Transformador
◦Testador e equipamento de teste
◦Fatores estocásticos
◦Sobre o Instrumento de Teste do SFRA
◦Diferentes tensões de saída
◦Aterramento inadequado do teste
◦Tensão ou fluxo residual no núcleo
◦Calibração do Instrumento de Teste
◦Ajuste do teste
◦Técnica de conexão
◦Erros de medida
•Resultados de Testes
•Demonstração prática de medida de SFRA

Informações em www.adimarco.com.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Curso sobre IEC 61850


Sistemas de Automação Baseados na IEC61850 Novas Técnicas para Ensaios de Relés Multifuncionais

Datas: 04 e 05 de Novembro de 2010 das 08h00 às 17h00
Local: Adimarco - Rio de Janeiro.

Faça já sua inscrição, pois as vagas são limitadas !

O curso possui enfoque teórico com introdução sobre a norma IEC 61850.
Aborda também os procedimentos e equipamentos de teste utilizados para validação de IEDs e sistemas que operam com a norma IEC 61850.

Público Alvo e Pré-Requisitos
Engenheiros e técnicos de empresas de energia elétrica, industrias e prestadores de serviço, com conhecimentos teóricos básicos de conceitos de proteção de sistemas elétricos e de teste em relés de proteção de qualquer tecnologia.

São necessários conhecimentos de proteção e automação de sistemas elétricos de potência e experiência na área de manutenção e testes de relés de proteção.


Conteúdo•Introdução a norma IEC 61850
•Instalações convencionais versus instalações que operam com redes de comunicação
•Motivadores para a utilização da norma IEC 61850 em Sistemas de Automação de Subestação
•Automação de Subestação:
◦Utilização de diversos protocolos de comunicação
◦Limitações existentes nos protocolos
◦As Necessidades do Mercado
•O estabelecimento da Norma IEC 61850:
◦Os níveis hierárquicos na IEC 61850
◦Sistemas de Automação de Subestação antes da aplicação da IEC 61850
•A implementação da Norma IEC 61850:
◦Objetivos da Norma IEC 61850
◦Benefícios aos usuários da Norma IEC61850
◦Outros benefícios da Norma IEC61850 em comparação com outros padrões
◦Considerações sobre a implementação da norma IEC 61850
•A decomposição e especificação funcional
•Requisitos da Norma IEC 61850
•Especificação de funções e os dados relacionados com os modelos:
◦Funções e a conformidade da comunicação
◦Sistemas e Nós Lógicos (Logical Nodes)
•Liberdade de configuração com funções distribuídas:
◦Exemplo de modelo de função distribuída: proteção de distância
•Linguagem de Configuração de Subestação SCL
•Testes de sistemas com IEC 61850
•Componentes de Sistemas de Teste Baseados na norma IEC 61850:
◦Teste Funcional em Unidade de Conformação de Dados Baseada na norma IEC 61850-9-2.
◦Teste funcional em IEDs Baseados na norma IEC 61850-9-2
◦Teste funcional de aplicações distribuídas nos níveis de Estação e Processo baseados na IEC 61850-8-1 e IEC 61850-9-2
•Requisitos para testes de IEDs baseados na IEC 61850:
◦Equipamentos de teste para relés microprocessados convencionais
•Características de Hardware e Software:
◦Equipamentos de teste para IEDs baseados na IEC 61850
◦Processo de configuração de teste de IEDs baseados na IEC61850
•Procedimentos e testes práticos – Análise de resultados de teste


Mais informações em www.adimarco.com.br

PAC World Conference


After the success of the Inaugural PAC World Conference, I am
happy to inform you that the second conference will be held at
Trinity College, Dublin, Ireland from 27 to 30 June 2011.

Below is a link to the call for papers with the conference topics,
submission deadline, and instructions for submitting your abstract.

http://www.pacw.org/fileadmin/doc/Call4Papers_PACWC2011.pdf?eb=C4PR1

If your email client or server blocks attachments, please visit the
PAC World 2011 conference detail page below:

http://www.pacw.org/home/pac_world_conference_2011_dublin_ireland.html?eb=C4PR1

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Curso aberto em São Paulo - Teste de Proteção

Avaliação em Campo de Buchas de Transformadores - Parte 2


Avaliação de Transformadores e Buchas

A avaliação de equipamentos de subestação tem evoluído com a utilização procedimentos e sistemas de teste dotados de técnicas e ferramentas que promovem uma avaliação eficaz e rápida desses equipamentos.
Essa avaliação deve ser aprimorada de forma a garantir o funcionamento contínuo das instalações responsáveis pelo suprimento de energia elétrica.
A estimativa dos custos envolvidos em qualquer tipo de interrupção de energia implica na implantação de programas de manutenção preventiva.Neste caso, o objetivo principal é permitir a avaliação da instalação e equipamentos utilizando novas técnicas e ferramentas capazes de detectar o quanto antes uma possível falha.
Diante do novo modelo do setor elétrico e o advento da parcela variável, as instalações, na sua grande maioria envelhecida, são forçadas a permanecer em operação por tanto tempo quanto possível
Como os equipamentos elétricos instalados em subestações podem ser solicitados a operar sob diversas condições adversas, tais como: altas temperaturas, chuvas, poluição, sobrecarga e dessa forma, mesmo tendo uma operação e manutenção de qualidade, não se pode descartar a possibilidade de ocorrerem falhas que deixem indisponíveis as funções de transmissão e distribuição de energia elétrica aos quais pertencem. Assim, as atividades de comissionamento e manutenção periódica para verificação regular das condições de operação desses equipamentos tornam-se cada vez mais importante. E torna-se imperativo a busca de procedimentos e ferramentas que possibilitem a obtenção de dados das instalações de forma rápida e precisa.
Os trabalhos mostrados aqui foram publicados em diversos eventos nacionais e internacionais, e mostram técnicas de avaliação e testes de transformadores utilizando varredura de freqüências. Por meio da observação do fenômeno do efeito pelicular e do fenômeno da polarização do meio dielétrico, o trabalho avalia a condição do isolamento de transformadores de potência e buchas de alta tensão.

Efeito Pelicular

Efeito pelicular (Skin effect em inglês) é um efeito caracterizado pela repulsão entre linhas de corrente eletromagnética, criando a tendência de esta corrente fluir na superfície do condutor elétrico. Este efeito é proporcional à intensidade de corrente, freqüência e das características magnéticas do condutor *.
Freqüentemente encontrado em sistemas de corrente alternada, o efeito pelicular é responsável pelo aumento da resistência aparente de um condutor elétrico, devido à diminuição da área efetiva do condutor.

*[Ref.R. Robert, “Efeito Pelicular”, Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 22, no. 2, Junho, 2000]

Continua...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Avaliação em Campo de Buchas de Transformadores - Parte 1

AVALIAÇÃO EM CAMPO DE BUCHAS EM TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA – FATOR DE DISSIPAÇÃO A 60 HZ É SUFICIENTE?
A resposta é não!

A partir dessa postagem eu publicarei diversos trabalhos e resultados práticos de testes em campo e avaliação de buchas em transformadores de potência.

Este trabalho será apresentado no fim do mês de setembro, em Buenos Aires - Argentina, no CIDEL Argentina 2010, International Electricity Distribution Congress.

Este trabalho descreve técnicas e procedimentos de testes para diagnóstico em campo de buchas de transformadores com métodos de testes automáticos permitindo uma avaliação da capacitância e isolamento das buchas. Foram realizados diversos teste com sistema de teste auto-controlado. Este dispositivo é capaz de gerar sinais senoidais na faixa de freqüência de 15 a 400 Hz, segundo a necessidade do operador. Trata-se do CPC100+CPTD1 da Omicron (veja mais detalhes no site da Adimarco).

A nova tecnologia de teste utilizada possibilita o exame cuidadoso do fator de dissipação, capaz de detectar a degradação do isolamento num estágio inicial com análises detalhadas. Atualmente o fator de dissipação só é medido na freqüência de linha. Com a possibilidade de aplicar uma larga faixa de freqüência, as medições podem ser feitas em freqüências diferentes da freqüência da linha e seus harmônicos. Assim as medições podem ser realizadas também na presença de alta interferência eletromagnética em subestações de alta tensão. Uma das principais conclusões do trabalho é que a medida a 60 Hz não oferece uma análise adequada da bucha. Nesse trabalho foram realizados diversos testes em várias buchas de 138, 230 e 500 kV, onde os resultados demonstram que o método de variação do espectro de freqüência permite análises mais detalhadas do isolamento.

Continua....