terça-feira, 26 de outubro de 2010

Requisitos para Interoperabilidade de IEDs e Sistemas Baseados na Norma IEC61850

A Adimarco participou mais uma vez no STPC, prestigiando o evento e mostrando mais uma vez sua qualificação técnica. Eu apresentei o trabalho, realizado em parceria com Iony P. de Siqueira e Ubiratan A. do Carmo, da CHESF: Requisitos para interoperabilidade de IED´s e sistemas baseados na norma IEC 61850.



Um exemplo de padronização da comunicação pode ser descrito com uma determinada rede se subestação formada por IEDs com definição de algum nó lógico, data object e qualquer tipo de private data criado pelo responsável da implementação. Tem-se a necessidade da elaboração da documentação para que a especificação e um novo IED componente desta rede obedeça aos mesmos requisitos dos IEDs existentes na rede.

Essa prática, adicionada aos procedimentos descritos no trabalho forma o conjunto de procedimentos que garantirá a interoperabilidade dos IEDs e das funções do Sistema de Automação da Subestação.

No Brasil, grandes empresas de energia elétrica federais formam a base do sistema elétrico brasileiro. Estas empresas estão submetidas a um sistema que obriga que as aquisições de equipamentos e IEDs do Sistema de Automação da Subestação sejam realizadas por um processo de licitação publica. Neste caso a documentação e padronização dos requisitos de comunicação do Sistema de Automação da Subestação são de fundamental importância para garantir a interoperabilidade dos IEDs.

Outro fator importante para garantir a interoperabilidade é a engenharia de projeto das redes de estação e de processo. Um projeto de rede inadequado pode ocasionar congestionamento e grande atraso nas informações que trafegam nas redes do Sistema de Automação da Subestação. Mesmos que os IEDs estejam conforme a norma IEC 61850 e com um conjunto de dados compreensível por todos os iEDs a rede poderá entra em colapso por problema de um projeto inadequado.

Podemos então resumir que os requisitos que garante interoperabilidade de um sistema são:

- Conformidade com a norma;
- Documentação formal;
- Padronização dos requisitos dados do tipo private;
- Topologia e arquitetura da rede de subestação e de processo;
- Validação do sistema através dos testes adequados.

Veja o trabalho completo no site da Adimarco.(clique aqui)

Automação de Sistemas Elétricos no CINASE

Confira hoje no CINASE - Circuito Nacional do Setor Elétrico palestra sobre o tema: Automação de sistemas elétricos industriais: aumento da complexidade dos sistemas e a implementação de novas tecnologias
Local: Centro de Conveções de Ribeirão Preto - Rua Bernardino de Campos, 999 - Ribeirão Preto - SP.

Resumo
A automação de processos industriais implica em profundos impactos em toda a cadeia produtiva. Nos sistemas elétricos responsáveis pela alimentação desses processos produtivos ocorrem as mesmas transformações, onde antigos equipamentos de tecnologia convencional são substituídos por equipamentos mais modernos e redes de comunicação.
A tecnologia eletromecânica estava bem estabelecida e possuía a reputação de durabilidade e confiabilidade, porém tornou-se um limitador para o crescimento e desenvolvimento dos processos. Constatou-se que a aplicação de dispositivos digitais implicaria em maior flexibilidade de aplicação, compactação de equipamentos e melhoria do desempenho dos sistemas, dentre outros.
A modernização da automação de sistemas elétricos industriais utiliza dispositivos eletrônicos inteligentes que têm apresentado um caráter multifuncional e também são capazes de se comunicar entre si e entre sistemas adjacentes. Os desafios para os profissionais envolvidos são proporcionais às inovações tecnológicas implementadas na automação de sistemas elétricos industriais.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Curso Análise de Resposta de Varredura de Freqüência(SFRA)

Data: 03 de Novembro de 2010, das 08h00 às 17h00
Local: Adimarco Representações e Serviços Ltda
Faça já sua inscrição, pois as vagas são limitadas !

Conteúdo
Introdução e Definições
- Análise de Resposta em Freqüência
- Método de Varredura de Freqüência
- Método de Impulso de Tensão
- Amplitude da Análise de Resposta em Freqüência
- Fase da Análise de Resposta em Freqüência
- Impedância Terminal (Função Impedância)
- Freqüência de Ressonância
- Domínio do Tempo e Domínio da Freqüência
- Quadripolos
- Medida da Função de Transferência
Análise de Resposta em Freqüência em Circuitos RLC
- Circuito com uma Indutância
- Circuito RL Série
- Circuito RL Paralelo
- Circuito com uma Capacitância
- Circuito RC Série
- Circuito RC Paralelo
- Circuito LC Série
- Circuito LC Paralelo
- Circuito RLC Paralelo
- Circuito RLC Série
Equipamento de Teste para Análise de Resposta em Freqüência
Defeitos em Transformadores
Estruturas de Conexão para os Testes
- Ensaio de Função de Transferência
- Ensaio de Impedância Terminal
Conectando o Equipamento de Teste em Transformadores de Potência
Algoritmos para Análise dos Resultados de SFRA
- Métodos matemáticos para Análise
- Desvio entre Funções de Transferência
- Fator de Correlação Cruzada
- Padrão Chinês de Análise do FRA – Norma DL/T911-2004
- Considerações sobre os Métodos de Análise
Software de Teste
Fatores que Afetam a Repetibilidade
- Condição do Transformador
- Testador e equipamento de teste
- Fatores estocásticos
- Sobre o Instrumento de Teste do SFRA
- Diferentes tensões de saída
- Aterramento inadequado do teste
- Tensão ou fluxo residual no núcleo
- Calibração do Instrumento de Teste
- Ajuste do teste
- Técnica de conexão
- Erros de medida
Resultados de Testes
Demonstração prática de medida de SFRA

Informações adicionais e informações sobre outros cursos veja no site da Adimarco (clique no logo)

domingo, 24 de outubro de 2010

Avaliação em Campo de Buchas de Transformadores - Parte 4

Perdas por Efeitos da Polarização

O comportamento de um material isolante quanto à polarização tem uma característica semelhante à utilizada na compreensão da análise de um capacitor.
A capacitância está relacionada às características geométricas do capacitor e se o espaço entre as placas for preenchido com um material isolante, o fenômeno da polarização vai influenciar na capacitância, aumentando-a. Entretanto, a criação de dipolos no isolante absorve energia dos terminais do capacitor, devolvendo-a quando este é descarregado, configurando as perdas por polarização.
As perdas por polarização são geradas devido aos efeitos de suspensão e rotação. No entanto, a polarização elétrica dos materiais não tem origem em uma única fonte e a polarização total de um material dielétrico será a soma de todos os tipos presentes neste material.
A suspensão de elétrons é completamente reversível. O mecanismo é demonstrado na figura a seguir. Este tipo de polarização também é chamado de “Polarização do Átomo”.



A figura a seguir demonstra a suspensão de íons e sua polarização no campo elétrico.



O bipolo típico é uma molécula de água. Uma molécula também é demonstrada quanto envolta por um campo elétrico. Quando o campo elétrico altera a polaridade, a orientação da molécula de água é alterada para 180º. Esta rotação, relacionada com a freqüência aplicada, causa as perdas descritas.



A superfície, os limites de elementos internos e intermediários (incluindo a superfície da precipitação) podem ser carregados, isto é, elas contêm bipolos que são orientados para alguns graus devido a um campo externo e deste modo contribuir para a polarização do material, gerando perdas adicionais que são conhecidas por polarização interfacial.



Este efeito ocorre, por exemplo, na interface entre o óleo do transformador e o isolamento sólido tais como papel ou placa de transformador.

Influência de Diferentes Parâmetros como Água, Temperatura e o Tempo no Fator de Dissipação

A figura a seguir mostra a tensão de falha e o Fator de Dissipação (FD) do óleo, dependente da concentração de água. Com a concentração baixa de água, a tensão de ruptura é muito sensível; com uma concentração maior de água o FD é um bom indicador do estado do isolamento.



A figura a seguir mostra o FD do óleo novo e usado, dependente da temperatura. Com temperaturas maiores, a viscosidade do óleo diminui. Assim as partículas, os íons e os elétrons podem se mover de uma maneira mais rápida e fácil, o que faz o FD diminuir com a temperatura.



E a próxima figura mostra a influência da umidade relativa no dielétrico em função da sua capacidade de resistir a tensões de ruptura, apontando diferentes valores de tangente delta para as diferentes situações.



Nota-se que quanto maior a quantidade de água, o dielétrico suporta uma tensão menor. Pode-se notar ainda que para diferentes condições do isolamento, mostrados pelos valores de tangente delta, o fenômeno se repete.

Especificações (1)

by Zamaro e Paulino

Em todas as áreas da engenharia, principalmente para o pessoal responsável pelas áreas de projeto, operação e manutenção, a especificação é um ponto chave para qualquer projeto de sistema ou mesmo na aquisição de qualquer equipamento.
Desde um IED ou sistema de proteção e controle baseado na norma IEC61850 ou na aquisição de um sistema de teste, o usuário deve tomar cuidado com a especificação, senão...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seminário Técnico de Proteção e Controle – X STPC







O Seminário Técnico de Proteção e Controle – X STPC tem por objetivo promover o intercâmbio de informações e experiências de natureza técnica e gerencial entre as empresas e entidades que atuam no setor de Proteção e Controle de sistemas elétricos, possibilitando a busca de maior qualidade, produtividade e, conseqüentemente, a competitividade e o desenvolvimento do setor elétrico nacional.
O STPC é um evento tradicional da comunidade de Proteção e Controle, promovido pelo Comitê de Proteção e Automação (CE B5) da CIGRÉ Brasil, cuja primeira edição remonta a 1986, tem se caracterizado como o foro ideal para debates de assuntos desta área, congregando empresas de energia elétrica, fabricantes, consultores, prestadores de serviços, fornecedores de programas aplicativo, universidades e centros de pesquisas.

Na segunda feira dia 18, apresentarei Sessão Técnica 12: Requisitos para interoperabilidade de IED´s e sistemas baseados na norma IEC 61850
Esse trabalho aborda os requisitos para interoperabilidade de sistemas, descrevendo pontos da norma IEC61850 que podem definir a interoperabilidade. Mostra que os requisitos que garantem interoperabilidade de um sistema são a conformidade com a norma; a documentação formal da configuração do sistema, a padronização dos requisitosdados do tipo private, a definição e projeto da topologia e arquitetura da rede de subestação e de processo e a validação do sistema através dos testes adequados.

Visite também o estande da Adimarco/Omicron (estande 2) para ver os últimos lançamentos para teste de IEDs e sistemas baseados na norma IEC61850.

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The 10th Edition of the Technical Seminar on Protection and Control – X STPC is to be held in Recife, Pernambuco, October 17 – 20 of 2010, under the coordination of the Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF.

The STPC is a traditional event for the Protection and Control Community, promoted by the Automation and Protection Committee (CE B5) of CIGRÉ Brazil, and since the first edition in 1986, it has been characterized as the ideal forum for debates concerning subjects in this field, bringing together businesses involved with electrical energy, manufacturing, consulting, services, and suppliers of applied programs, along with universities and research centers.

In this edition, the X STPC proposes to deal with aspects related to techniques for practical measurement of electric systems and smart grids, along with traditional themes related to Protection and Control


See my presentation in Technical Session 12:Requirements for interoperability of IEDs and systems based on IEC 61850.

As diferenças no campo de golfe...

Um padre, um médico e um engenheiro estão jogando golfe.
Na frente deles um grupo que há mais de meia hora não sai do lugar.
Passa um empregado do clube e os três perguntam o que está acontecendo com o grupo.
O sujeito explica:
- Estas pessoas são cegas. Perderam a vista ao tentar salvar a sede social do clube no ano passado, que estava em chamas.
Desde então nós deixamos eles jogarem de graça.
Os três se mantêm em silêncio até que o padre diz:
- Muito triste. Vou rezar por eles na próxima missa.
O médico acrescenta:
- Boa idéia! E eu vou conversar com um colega oftalmologista para ver se ele pode fazer algo.
E o engenheiro:
- Por que é que eles não jogam à noite, *%$#@?